# Em 2016, a Lei Complementar 157 levou o ISS ao streaming e fixou alíquota mínima de 2% — Citeo

> Em 30 de dezembro de 2016, foi publicada a Lei Complementar 157, que reformou o ISS: fixou alíquota mínima de 2% para acabar com a guerra fiscal entre muni...

Fonte: https://citeo.com.br/artigo/2016-lei-complementar-157-iss-sobre-streaming · Atualizado em 21/10/2026

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 Retrospectiva 2016 · Contratação# Em 2016, a Lei Complementar 157 levou o ISS ao streaming e fixou alíquota mínima de 2%

 **Redação Citeo** Publicado em 31/12/2016 Revisado em 17/10/2026 **Período analisado: 2016** 3 min de leitura 

  Resposta rápidaEm 30 de dezembro de 2016, foi publicada a Lei Complementar 157, que reformou o ISS: fixou alíquota mínima de 2% para acabar com a guerra fiscal entre municípios e incluiu na lista de serviços a disponibilização de áudio, vídeo, imagem e texto pela internet, como streaming. Advogados apontaram riscos de contestação.

 

Em 30 de dezembro de 2016, o presidente Michel Temer sancionou, com vetos, a Lei Complementar 157/2016, que reformou as regras do Imposto sobre Serviços (ISS), alterando a Lei Complementar 116/2003. A lei fixou em 2% a alíquota mínima do imposto, para acabar com a guerra fiscal entre municípios, e incluiu novos serviços na lista tributável, entre eles a disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto pela internet, o que abrange plataformas de streaming como Netflix e Spotify. Segundo a Confederação Nacional de Municípios, citada pelo Foco Tributário, as novas regras poderiam render R$ 6 bilhões extras às prefeituras.

Para empresas de tecnologia e serviços digitais, a mudança tocou em duas questões sensíveis: onde o imposto é pago e quais atividades digitais são consideradas serviço.

## O que a LC 157/2016 mudou?

PontoO que a lei estabeleceuAlíquota mínima2%, para encerrar a competição tributária entre municípiosBenefícios abaixo do mínimoConcessão passou a ser enquadrada como ato de improbidade administrativaIncentivos proibidosIsenções, redução de base de cálculo e crédito presumido que levassem a carga abaixo do mínimoPrazo de adaptaçãoMunicípios tiveram um ano para revogar normas conflitantesStreamingNovo item 1.09: disponibilização de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto pela internet, exceto distribuição de TV por assinatura, sujeita ao ICMSLocal de cobrançaRegra geral mantida no município do estabelecimento prestador, em razão de veto

Além do streaming, a lista passou a incluir serviços como operação de terminais portuários, aeroportuários, ferroviários e rodoviários, tatuagem e piercing, decoração e jardinagem, controle de pragas, armazenagem e serviços de lazer e entretenimento.

## O que foi vetado?

Temer vetou a mudança feita pela Câmara que transferiria a cobrança do ISS de operações como cartões de crédito e débito, factoring e leasing para o município do tomador do serviço, em vez da sede da administradora. Segundo o Foco Tributário, a justificativa foi que os dispositivos trariam potencial perda de eficiência e de arrecadação, além de custos maiores que seriam repassados aos tomadores.

## Por que o ISS sobre streaming foi questionado?

Em boletim de janeiro de 2017, os advogados Pedro Araujo Chimelli e Tiago Soares de Aquino, do escritório Levy &amp; Salomão, apontaram argumentos para contestar a cobrança:

- **Natureza da atividade**: o streaming seria uma cessão temporária de uso, uma "obrigação de dar", e não uma "obrigação de fazer", o que afastaria o conceito de serviço, em linha com o raciocínio da Súmula Vinculante 31 do STF sobre locação de bens móveis.
- **Cobranças anteriores**: antes da LC 157, não havia base legal para cobrar ISS sobre esse tipo de disponibilização, o que permitia questionar cobranças passadas.
- **Fornecedores estrangeiros**: conteúdos fornecidos do exterior exigiriam análise própria como importação de serviço.
- **Prazo**: os municípios precisariam aprovar leis locais; pelas regras de anterioridade, a cobrança poderia começar em 1º de janeiro de 2018, se as leis fossem aprovadas até 30 de setembro de 2017.

O boletim também lembrou que, segundo a jurisprudência majoritária, o licenciamento de software padronizado em geral não estava sujeito ao ISS.

## O que a mudança significava para empresas de tecnologia?

1. **Fim de alíquotas abaixo de 2%** reduziu a vantagem de instalar a sede em municípios com ISS muito baixo.
2. **Novos serviços digitais tributados** exigiram revisão do enquadramento fiscal de plataformas de conteúdo.
3. **Insegurança jurídica** sobre streaming e software manteve o tema em disputa.
4. **Legislação municipal** passou a definir, cidade a cidade, quando a cobrança começaria.

## O que isso significa hoje para quem contrata serviços digitais?

A reforma de 2016 mostra que a tributação de serviços digitais muda com frequência e afeta o preço final. Ao contratar uma software house, uma plataforma por assinatura ou uma agência, vale entender em que município o fornecedor recolhe o ISS, qual alíquota se aplica e como o contrato trata reajustes decorrentes de mudança tributária. Para quem desenvolve produtos digitais, vale envolver a contabilidade desde a definição do modelo de cobrança.

## Fontes

- [Foco Tributário: Temer sanciona reforma do ISS, com cobrança de imposto sobre serviços como Netflix (30 dez. 2016)](https://focotributario.com.br/temer-sanciona-reforma-do-iss-com-cobranca-de-imposto-sobre-servicos-como-netflix/)
- [Levy &amp; Salomão Advogados: Incidência de ISS sobre streaming pode ser questionada (jan. 2017, PDF)](https://www.levysalomao.com.br/files/publicacao/anexo/20170130103333_bj---portugues---janeiro-2017---incidencia-de-iss-sobre-streaming-pode-ser-questionada---pac-e-tsa.pdf)

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## Perguntas frequentes

### O que é a Lei Complementar 157/2016?

É a lei publicada em 30 de dezembro de 2016 que reformou o ISS, fixando alíquota mínima de 2%, proibindo benefícios fiscais que levassem a carga abaixo desse mínimo e incluindo novos serviços na lista tributável, como a disponibilização de conteúdos de áudio e vídeo pela internet.

### A LC 157/2016 passou a cobrar ISS da Netflix?

A lei incluiu na lista de serviços a disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto pela internet, o que abrange plataformas como Netflix e Spotify. A cobrança dependia de leis municipais e foi questionada por advogados, que argumentaram que o streaming não seria serviço.

### Qual foi o veto mais importante da LC 157/2016?

O veto à mudança do local de cobrança do ISS em operações como cartões, factoring e leasing, que passaria para o município do tomador. Com o veto, manteve-se a regra geral de cobrança no município do estabelecimento prestador.

  

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