# Em 2017, a pesquisa da FGV mostrou que as empresas mantiveram 7,6% da receita em TI mesmo na crise — Citeo

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Fonte: https://citeo.com.br/artigo/2017-pesquisa-fgv-uso-de-ti-nas-empresas · Atualizado em 21/10/2026

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 Retrospectiva 2017 · Contratação# Em 2017, a pesquisa da FGV mostrou que as empresas mantiveram 7,6% da receita em TI mesmo na crise

 **Redação Citeo** Publicado em 31/12/2017 Revisado em 17/10/2026 **Período analisado: 2017** 3 min de leitura 

  Resposta rápidaA 28ª Pesquisa Anual do Uso de TI da FGV, divulgada em abril de 2017, mostrou que as empresas brasileiras gastaram e investiram 7,6% da receita em TI em 2016, mesmo nível de 2014 e 2015, contrariando a expectativa de queda. Bancos lideravam, com 14% da receita.

 

Em 2017, a Pesquisa Anual do Uso de TI nas Empresas, da Fundação Getulio Vargas (FGV), trouxe um dado que surpreendeu o próprio coordenador: mesmo depois de dois anos de recessão, as empresas brasileiras mantiveram em 7,6% da receita o gasto e investimento em tecnologia da informação em 2016, o mesmo patamar de 2014 e 2015. A previsão para 2017 era de estabilidade. O professor Fernando Meirelles, responsável pela 28ª edição do estudo, disse à Convergência Digital que tinha convicção de que o número cairia pela primeira vez em 30 anos.

O resultado reforça uma leitura que já aparecia em 2015: em períodos de crise, tecnologia tende a ser tratada como ferramenta de eficiência, não apenas como custo.

## O que a pesquisa da FGV mostrou?

A pesquisa, divulgada em abril de 2017, mede quanto as empresas gastam e investem em TI como proporção da receita. Os principais números foram:

IndicadorValorGasto e investimento em TI sobre a receita (2014)7,6%Gasto e investimento em TI sobre a receita (2015)7,6%Gasto e investimento em TI sobre a receita (2016)7,6%Previsão para 2017EstabilidadePeso da TI no PIB, segundo a FGV8%

## Como o gasto variava entre setores?

A média esconde diferenças grandes entre setores. Segundo o levantamento:

- **Bancos**: 14% da receita, com custo anual por usuário de R$ 86 mil.
- **Serviços** (puxados pelos bancos): 11% da receita.
- **Indústria**: média de 4,5%.
- **Comércio**: média de 3,5%.

Meirelles também afirmou que os supermercados brasileiros, inclusive redes multinacionais, estavam muito atrasados no uso de TI.

## Por que o gasto não caiu na crise?

O coordenador da pesquisa apresentou duas explicações. A primeira é estrutural: segundo ele, a informatização "chegou para valer" e obriga as empresas a investirem em TI para continuar operando. A segunda é competitiva: para Meirelles, a TI é um diferencial ainda mais importante em tempos de ruptura.

O estudo também registrou uma relação observada ao longo da série histórica: cada 1% a mais de gasto em TI esteve associado a um aumento de 7% no lucro dois anos depois, relação que, segundo a reportagem, continuava valendo em 2017. É importante notar que se trata de uma associação estatística observada pela pesquisa, não de uma garantia de retorno.

## Como esse dado se compara a outros indicadores do setor?

Outros levantamentos da época usavam métricas diferentes, o que exige cuidado na comparação:

1. **FGV**: TI correspondia a 8% do PIB e as empresas aplicavam 7,6% da receita em TI.
2. **Brasscom**: em apresentação à Câmara em maio de 2017, a associação estimou a produção de TIC, TI in-house e telecom em R$ 488,6 bilhões em 2015, cerca de 7,6% do PIB.
3. **ABES e IDC**: o estudo divulgado em 2017 apontou estagnação do mercado de software em 2016, com alta de 0,2%, e crescimento de 47,4% da nuvem.

Os números não se contradizem necessariamente: as empresas podem ter mantido a fatia da receita dedicada à TI enquanto mudavam a forma de gastar, por exemplo trocando licenças por serviços em nuvem.

## O que isso significa hoje para quem contrata tecnologia?

O retrato da FGV oferece uma referência útil para planejamento. Comparar o próprio gasto em TI com a média do setor ajuda a identificar se a empresa está investindo pouco ou muito. Ao contratar uma software house ou consultoria, vale apresentar ao fornecedor qual é o orçamento total de TI e pedir que a proposta mostre como o projeto se encaixa nele, inclusive nos custos recorrentes após a entrega.

## Fontes

- [Convergência Digital: Investimento em TI resiste à turbulência da economia e da política (19 abr. 2017)](https://convergenciadigital.com.br/mercado/investimento-em-ti-resiste-a-turbulencia-da-economia-e-da-politica)
- [Câmara dos Deputados: apresentação de Sérgio Paulo Gallindo, Brasscom (11 maio 2017)](https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cctci/apresentacoes-em-eventos/2017/2017-05-11-ap-contencioso-omc-brasil/sergio-paulo-galindo-brasscom)
- [IT Forum: Mercado de computação em nuvem cresce quase 50% no Brasil (ago. 2017)](https://itforum.com.br/mercado-de-computacao-em-nuvem-cresce-quase-50-no-brasil/)

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## Perguntas frequentes

### Quanto as empresas brasileiras investiam em TI em 2016?

Segundo a 28ª Pesquisa Anual do Uso de TI da FGV, divulgada em abril de 2017, as empresas gastaram e investiram em média 7,6% da receita em TI em 2016, o mesmo percentual de 2014 e 2015.

### Qual setor mais investia em TI segundo a FGV?

Os bancos, com 14% da receita aplicada em TI e custo anual por usuário de R$ 86 mil. O setor de serviços, puxado pelos bancos, ficou em 11%, a indústria em 4,5% e o comércio em 3,5%.

### Quem coordena a pesquisa de uso de TI da FGV?

A pesquisa é coordenada pelo professor Fernando Meirelles, da FGV. A edição divulgada em 2017 foi a 28ª do levantamento.

  

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