# IBM compra a Red Hat em 2018: a aposta de US$ 34 bilhões em nuvem híbrida e código aberto — Citeo

> Em outubro de 2018, a IBM anunciou a compra da Red Hat por US$ 34 bilhões, ou US$ 190 por ação, a maior aquisição de sua história. A operação, concluída em...

Fonte: https://citeo.com.br/artigo/2018-ibm-compra-red-hat-nuvem-hibrida · Atualizado em 21/10/2026

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 Retrospectiva 2018 · Contratação# IBM compra a Red Hat em 2018: a aposta de US$ 34 bilhões em nuvem híbrida e código aberto

 **Redação Citeo** Publicado em 31/12/2018 Revisado em 17/10/2026 **Período analisado: 2018** 3 min de leitura 

  Resposta rápidaEm outubro de 2018, a IBM anunciou a compra da Red Hat por US$ 34 bilhões, ou US$ 190 por ação, a maior aquisição de sua história. A operação, concluída em julho de 2019, reforçou a estratégia de nuvem híbrida, que combina sistemas locais e nuvem.

 

Em 28 de outubro de 2018, a IBM anunciou a compra da Red Hat, dona de uma distribuição Linux para servidores e de tecnologias de nuvem híbrida, por US$ 34 bilhões, o equivalente a US$ 190 por ação. Foi a maior aquisição da história da IBM e, segundo o Baguete, a segunda maior da história da TI corporativa, atrás da fusão entre Dell e EMC, de US$ 67 bilhões, em 2016. A operação foi concluída em 9 de julho de 2019, e a Red Hat passou a atuar como unidade independente, com marca e produtos preservados. A justificativa era a nuvem híbrida, modelo que combina sistemas mantidos nas empresas com serviços de nuvem pública.

## Quais foram os termos da aquisição?

ItemDetalheAnúncio28 de outubro de 2018ValorUS$ 34 bilhõesPreço por açãoUS$ 190Prêmio sobre o valor de mercado63%, segundo o BagueteReceita da Red Hat no último ano fiscalUS$ 2,9 bilhões, alta de 21%Conclusão9 de julho de 2019Aprovação no BrasilCade aprovou sem restrições, segundo atualização do Tecnoblog de 10/07/2019Situação da Red HatUnidade independente, com marca e produtos mantidos

Segundo o Tecnoblog, a Red Hat foi incorporada à divisão de nuvem híbrida da IBM, e o compromisso foi preservar o software de código aberto da empresa.

## Por que a IBM apostou em nuvem híbrida?

No anúncio, Ginni Rometty, então CEO da IBM, afirmou que a empresa se tornaria "o provedor número 1 de nuvem híbrida". O Baguete contextualizou a compra como parte do esforço da IBM para se reinventar em torno de nuvem, analytics e inteligência artificial, reduzindo a dependência de hardware. Na conclusão da compra, Rometty voltou ao tema: "a nuvem híbrida não é um destino temporário, é o destino". A leitura do Tecnoblog foi que a IBM mirava grandes empresas que mantinham sistemas legados em seus próprios data centers, enquanto a Amazon Web Services concentrava sua oferta em aplicações totalmente na nuvem.

O contexto de 2018 ajuda a entender o movimento. Segundo o Gartner, o mercado mundial de infraestrutura como serviço (IaaS) cresceu 29,5% em 2017, para US$ 23,5 bilhões, com a Amazon na liderança (51,8%) e a IBM em quinto lugar, com 1,9%. A compra da Red Hat foi uma forma de disputar o mercado de nuvem por outro caminho: em vez de competir só com infraestrutura própria, oferecer ferramentas para gerenciar ambientes mistos.

## O que a Red Hat trazia para a IBM?

Segundo o Baguete, a Red Hat tinha uma distribuição Linux usada em servidores de data centers e desenvolvia tecnologias para criar nuvens híbridas, que orquestram provedores de nuvem pública e privada e infraestrutura local. O ano de 2018 também foi o da consolidação do Kubernetes, sistema de orquestração de containers que, em março, se tornou o primeiro projeto a se graduar na Cloud Native Computing Foundation (CNCF). Ferramentas desse tipo ajudam a rodar as mesmas aplicações em data centers próprios e em diferentes nuvens.

## O que isso mudou para quem contrata tecnologia?

A aquisição sinalizou que grandes fornecedores enxergavam a convivência entre sistemas locais e nuvem como duradoura. Para empresas que contratam projetos de infraestrutura e desenvolvimento, isso levanta algumas questões:

1. Quais sistemas precisam continuar em ambiente próprio e por quê.
2. Como evitar dependência excessiva de um único provedor de nuvem.
3. Que ferramentas de código aberto o fornecedor domina.
4. Como a operação será monitorada em ambientes mistos.

## O que isso significa hoje?

A compra da Red Hat é um marco da ideia de que nem tudo precisa ir para a nuvem pública, e de que portabilidade tem valor. Ao contratar uma software house ou consultoria de infraestrutura, peça que ela explique por que recomenda determinado ambiente e como seria migrar se for preciso mudar de provedor. A Citeo reúne [software houses](/empresas/software) para comparação.

## Fontes

- [Tecnoblog: IBM finaliza compra da Red Hat por US$ 34 bilhões (julho de 2019)](https://tecnoblog.net/298077/ibm-finaliza-compra-da-red-hat/)
- [Baguete: IBM compra Red Hat por US$ 34 bilhões](https://www.baguete.com.br/noticias/ibm-compra-red-hat-por-us-34-bilhoes)
- [Gartner: Worldwide IaaS public cloud services market grew 29.5 percent in 2017 (01/08/2018)](https://www.gartner.com/en/newsroom/press-releases/2018-08-01-gartner-says-worldwide-iaas-public-cloud-services-market-grew-30-percent-in-2017)
- [CNCF: Kubernetes é o primeiro projeto graduado (06/03/2018)](https://www.cncf.io/announcements/2018/03/06/cloud-native-computing-foundation-announces-kubernetes-first-graduated-project/)

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## Perguntas frequentes

### Quanto a IBM pagou pela Red Hat?

US$ 34 bilhões, ou US$ 190 por ação, valor anunciado em outubro de 2018. Foi a maior aquisição da história da IBM.

### Quando a compra da Red Hat foi concluída?

Em 9 de julho de 2019. No Brasil, o Cade aprovou a operação sem restrições, segundo o Tecnoblog.

### A Red Hat deixou de existir como marca?

Não. A Red Hat foi mantida como unidade independente dentro da IBM, com marca e produtos preservados.

  

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