# Pagamentos instantâneos em 2019: como o Banco Central desenhou a base de chaves do futuro Pix — Citeo

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Fonte: https://citeo.com.br/artigo/2019-pagamentos-instantaneos-banco-central-base-de-chaves · Atualizado em 21/10/2026

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 Retrospectiva 2019 · Crescimento# Pagamentos instantâneos em 2019: como o Banco Central desenhou a base de chaves do futuro Pix

 **Redação Citeo** Publicado em 31/12/2019 Revisado em 17/10/2026 **Período analisado: 2019** 3 min de leitura 

  Resposta rápidaEm agosto de 2019, o Banco Central decidiu que desenvolveria e operaria uma base centralizada de chaves, como telefone, CPF ou e-mail, para os pagamentos instantâneos. O sistema funcionaria 24 horas por dia, com transferências em segundos.

 

Em 27 de agosto de 2019, a diretoria do Banco Central aprovou uma atualização dos requisitos do ecossistema brasileiro de pagamentos instantâneos: o próprio BC desenvolveria, manteria e operaria uma base centralizada de endereçamento. Nessa base ficariam chaves como número de telefone, CPF ou CNPJ e e-mail, ligadas às contas dos recebedores, para que um pagamento pudesse ser feito sem informar banco, agência e conta. O sistema, previsto para funcionar 24 horas por dia, todos os dias, com pagamentos em segundos, viria a ser lançado com o nome Pix.

## O que o Banco Central decidiu em 2019?

O Voto 176/2019 do Banco Central, de 27 de agosto de 2019, atualizou os requisitos definidos em dezembro de 2018 pelo Comunicado 32.927. Os principais pontos:

PontoDecisão de agosto de 2019Base de endereçamentoÚnica e centralizadaQuem desenvolve e operaO próprio Banco CentralExemplos de chavesTelefone, CPF/CNPJ e e-mailJustificativaGanhos de escala, efeitos de rede, conveniência, segurança e neutralidade do BCCusto estimado de desenvolvimentoCerca de R$ 4,3 milhõesCusto estimado de manutençãoCerca de R$ 1,2 milhão por ano

Segundo o Jornal do Brasil, com informações da Agência Brasil, o BC justificou a escolha como forma de "maximizar ganhos de escala e efeitos de rede típicos da indústria de pagamentos".

## Como o sistema deveria funcionar?

A reportagem do Jornal do Brasil, de 31 de agosto de 2019, resumiu o que estava previsto:

- pagamentos concluídos em segundos;
- funcionamento 24 horas por dia, todos os dias da semana;
- uso de informações fáceis de lembrar, como telefone ou e-mail, em vez de dados bancários;
- para comerciantes, um código único de identificação que o cliente leria com o celular;
- para o usuário, bastaria ter um smartphone, uma conta em um prestador de serviços de pagamento e o aplicativo.

A proposta era substituir parte do uso de dinheiro em espécie, TED, DOC e débitos em transações entre pessoas. Na época, transferências entre bancos chegavam no mesmo dia, mas só em dias úteis e em horários definidos pelos bancos, geralmente entre 6h30 e 17h.

## Que outras definições estavam em discussão?

O material apresentado no Fórum de Pagamentos Instantâneos de 22 de julho de 2019 mostrou temas ainda em debate:

1. **QR Code:** proposta de modelo híbrido, combinando o padrão EMV com URL/URI, com fluxos estático, dinâmico e offline.
2. **Base de chaves:** escolha entre um modelo centralizado e um descentralizado, e entre desenvolvimento pelo BC ou por agente privado. A decisão de agosto fechou essa questão.
3. **Participação:** obrigatória a conta de pagamentos instantâneos para bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira comercial e caixas econômicas; opcional para outras instituições autorizadas.
4. **Iniciadores de pagamento:** dependiam de regulamentação ainda inexistente, ligada ao open banking.

## Como o mercado via o projeto no fim de 2019?

Em novembro de 2019, a consultoria Minsait, da Indra, previu em reportagem da TI Inside que os pagamentos instantâneos iriam "decolar em 2020". A reportagem citou dados do BC de 220 milhões de dispositivos para 207,6 milhões de brasileiros e lembrou que sistemas desse tipo já funcionavam em países como China, Austrália, Estados Unidos e na Europa.

## O que isso significa hoje?

As decisões de 2019 explicam por que chaves como CPF, telefone e e-mail viraram a forma mais comum de receber pagamentos no Brasil. Para empresas que contratam o desenvolvimento de e-commerce, aplicativos ou sistemas de cobrança, a integração com pagamentos instantâneos, a conciliação automática e a prevenção a fraudes são itens que devem estar no escopo. A Citeo reúne [software houses](/empresas/software) para comparação.

## Fontes

- [Banco Central do Brasil: Voto 176/2019-BCB (27/08/2019)](https://normativos.bcb.gov.br/Votos/BCB/2019176/Voto_1762019_BCB.pdf)
- [Jornal do Brasil/Agência Brasil: Banco Central implantará sistema de pagamentos instantâneos (31/08/2019)](https://www.jb.com.br/economia/2019/08/1015355-banco-central-implantara-sistema-de-pagamentos-instantaneos.html)
- [Banco Central do Brasil: apresentação do Fórum PI (22/07/2019)](https://www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/Forum_Pix_Plenaria/ForumPI220719.pdf)
- [TI Inside: Pagamentos instantâneos vão decolar em 2020, afirma consultoria (27/11/2019)](https://tiinside.com.br/27/11/2019/pagamentos-instantaneos-vao-decolar-em-2020-afirma-consultoria/)

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## Perguntas frequentes

### Quem opera a base de chaves dos pagamentos instantâneos?

Em agosto de 2019, o Banco Central decidiu que ele mesmo desenvolveria, manteria e operaria a base centralizada de endereçamento, com chaves como telefone, CPF/CNPJ e e-mail.

### Quanto o Banco Central estimou gastar com a base de chaves?

O Voto 176/2019 estimou cerca de R$ 4,3 milhões para o desenvolvimento e R$ 1,2 milhão por ano para a manutenção.

### Os pagamentos instantâneos já funcionavam em 2019?

Não. Em 2019, o Banco Central ainda definia regras e infraestrutura. O sistema seria lançado depois, com o nome Pix.

  

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