# E-commerce no Brasil: dados públicos para planejar investimento digital — Citeo

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Fonte: https://citeo.com.br/artigo/ecommerce-no-brasil-dados-publicos · Atualizado em 21/10/2026

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 Crescimento# E-commerce no Brasil: dados públicos para planejar investimento digital

 **Redação Citeo** Publicado em 18/10/2026 Revisado em 18/10/2026 5 min de leitura 

  Resposta rápidaSegundo a TIC Domicílios 2025, 52% dos usuários de internet no Brasil compraram online. Pela PAC 2024 do IBGE, 9,9% da receita do varejo com 20 ou mais pessoas veio da internet. A ABComm estima faturamento acima de R$ 230 bilhões em 2025. Cada número mede um recorte diferente.

 

O comércio eletrônico já faz parte da rotina de metade dos brasileiros conectados, mas ainda é uma fatia pequena da receita do varejo. Segundo a TIC Domicílios 2025, do Cetic.br, 52% dos usuários de internet compraram produtos ou serviços online. Pela Pesquisa Anual de Comércio 2024, do IBGE, 9,9% da receita das empresas do varejo com 20 ou mais pessoas ocupadas veio de vendas pela internet. A ABComm estima que o setor faturou mais de R$ 230 bilhões em 2025.

## Quais fontes públicas medem o e-commerce brasileiro?

Há três tipos de fonte, com propósitos diferentes:

- **Pesquisas oficiais com consumidores e empresas.** A TIC Domicílios e a TIC Empresas, do Cetic.br/NIC.br, medem quem compra e quem vende pela internet. A Pesquisa Anual de Comércio (PAC), do IBGE, mede quanto da receita do comércio vem do canal online.
- **Estimativas de associações e institutos de mercado.** A ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) e a Ebit \| Nielsen publicam estimativas de faturamento e de número de consumidores. São referências frequentes na imprensa para o tamanho do mercado em reais.
- **Relatórios de plataformas.** Empresas de tecnologia para lojas virtuais publicam dados da própria base de clientes. São úteis para ver comportamento de pequenos e médios lojistas, mas não representam o mercado inteiro.

## Quanto o e-commerce representa no Brasil?

A tabela reúne os principais indicadores, com a fonte e o recorte de cada um.

IndicadorResultadoAno de referênciaFonteUsuários de internet que compraram online52%2025Cetic.br, TIC Domicílios 2025Usuários de internet (10 anos ou mais)157 milhões, 85% da população2025Cetic.br, TIC Domicílios 2025Usuários de internet que fizeram pagamentos ou transferências por Pix75%2025Cetic.br, TIC Domicílios 2025Receita do varejo vinda de vendas pela internet (empresas com 20+ pessoas)9,9%2024IBGE, PAC 2024Receita das lojas de departamento vinda de vendas online49,6%2024IBGE, PAC 2024Empresas (10+ pessoas) que compraram pela internet78%2025Cetic.br, TIC Empresas 2025Faturamento estimado do e-commercemais de R$ 230 bilhões2025ABComm, citada pela imprensaCrescimento anual estimado do e-commercepróximo de 15%2025ABComm, citada pela imprensaConsumidores digitais ativosmais de 90 milhões2025Ebit \| Nielsen, citada pela imprensa

Os números se complementam. A demanda é ampla: metade dos usuários de internet já compra online. A oferta, porém, ainda depende muito da loja física: no varejo de maior porte, apenas um real em cada dez de receita vem da internet. A exceção são as lojas de departamento, em que quase metade da receita é online.

## Como pagam os compradores online?

O Pix mudou a forma de pagar. Na TIC Domicílios 2025, 75% dos usuários de internet relataram ter feito pagamentos ou transferências por Pix, embora o indicador não seja específico de compras online. Na base de lojas da Nuvemshop, o relatório NuvemCommerce 2026 registrou o Pix em 49% das transações em 2025, o cartão de crédito em 45% e o boleto em menos de 1%.

O mesmo relatório, feito com mais de 1.500 lojistas da plataforma, aponta ticket médio de R$ 262 em 2025, alta de 6% sobre 2024, e mostra a dependência das redes sociais: Instagram presente em 95% das lojas, WhatsApp usado como canal complementar por 73% e TikTok por 24%.

## Onde está concentrado o comércio?

No Sudeste, como quase toda a atividade econômica. Pela PAC 2024, o Sudeste respondeu por 48,0% da receita bruta de revenda do comércio, seguido por Sul (20,4%), Nordeste (15,1%), Centro-Oeste (11,1%) e Norte (5,4%). São Paulo, sozinho, concentrou 28,7% da receita bruta comercial do país. Na base da Nuvemshop, 45% das lojas respondentes estão sediadas em São Paulo.

Entre as empresas, a compra pela internet também varia por região: 81% no Sudeste, 78% no Nordeste, 76% no Sul, 69% no Norte e 66% no Centro-Oeste, segundo a TIC Empresas 2025.

## Como usar esses dados para planejar o investimento digital?

Os números ajudam a responder perguntas concretas de planejamento:

1. **O meu público compra online?** Com 52% dos usuários de internet comprando pela rede, a resposta tende a ser sim, mas varie a análise por idade, renda e região do seu cliente.
2. **Quanto da minha receita pode vir do digital?** A média de 9,9% no varejo de maior porte é um ponto de partida, não uma meta. Setores como lojas de departamento já passam de 49%.
3. **Preciso de loja própria ou basta rede social?** A dependência de Instagram e WhatsApp é alta entre pequenos lojistas. Loja própria dá controle sobre dados, medição e margem.
4. **Quais meios de pagamento oferecer?** Pix e cartão de crédito somaram 94% das transações na base analisada pela Nuvemshop.
5. **Onde investir em mídia?** Antes de aumentar a verba, confira se o site converte. O artigo de [landing pages que convertem](/artigo/landing-pages-que-convertem-elementos-essenciais) lista o essencial, e o de [mídia paga ou orgânico](/artigo/midia-paga-ou-organico-como-dividir-orcamento-de-marketing) ajuda a dividir o orçamento.

Para o investimento em anúncios, o artigo sobre [publicidade digital no Brasil](/artigo/investimento-em-publicidade-digital-no-brasil) reúne os dados públicos disponíveis.

## Como ler esses números

Cada fonte mede uma coisa, e misturá-las leva a erros:

- **Percentual de pessoas não é percentual de vendas.** Os 52% da TIC Domicílios dizem quantos usuários compraram, não quanto gastaram.
- **Recorte de empresas da PAC.** O dado de 9,9% considera apenas empresas do varejo com 20 ou mais pessoas ocupadas. Pequenos lojistas e vendedores em marketplaces ficam fora.
- **Nova série da PAC.** A partir de 2024, o IBGE ampliou o âmbito geográfico da pesquisa na região Norte. Comparações com anos anteriores exigem cautela.
- **Estimativas de associações.** O faturamento da ABComm e o número de consumidores da Ebit foram obtidos em reportagem que cita as entidades. Não conseguimos consultar o relatório original de cada uma, e as metodologias não estão descritas na matéria.
- **Bases de plataforma.** O NuvemCommerce reflete lojistas de uma única plataforma, com predomínio de moda (46% dos respondentes). Não é amostra do e-commerce nacional.
- **Pix não é só compra.** O indicador de 75% de uso de Pix inclui qualquer pagamento ou transferência, não apenas compras online.

## Próximo passo

Se a sua empresa vai investir em loja virtual, mídia ou integração com marketplaces, compare fornecedores com critérios claros: veja as [agências e empresas digitais no diretório](/empresas) e os [rankings por categoria](/rankings), com metodologia pública. Se você atende lojistas, [crie ou reivindique o perfil gratuito na Citeo](/cadastro) e mostre cases, especialidades e avaliações verificadas. Para estruturar o relacionamento pós-venda, leia sobre [CRM e automação de marketing](/artigo/crm-e-automacao-de-marketing-quando-investir-como-escolher-parceiro).

## Fontes

- [Cetic.br — TIC Domicílios 2025, resumo executivo (PDF)](https://www.cetic.br/media/docs/publicacoes/2/pt-br/20260511173151/tic_domicilios_2025_resumoexecutivo%20pt.pdf) — 52% de compradores online, 157 milhões de usuários e 75% de uso de Pix
- [IBGE — Comércio emprega 10,6 milhões de pessoas e gera R$ 7,7 trilhões em 2024 (PAC 2024)](https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/47641-comercio-emprega-10-6-milhoes-de-pessoas-e-gera-r-7-7-trilhoes-em-2024) — 9,9% da receita do varejo pela internet, lojas de departamento e distribuição regional
- [Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador E1: empresas que compraram pela internet](https://cetic.br/en/tics/pesquisa/2025/empresas/E1/) — 78% no total e recortes por porte e região
- [ABC da Comunicação — E-commerce supera R$ 230 bi em 2025 (14/02/2026)](https://www.abcdacomunicacao.com.br/e-commerce-supera-r-230-bi-em-2025-e-acelera-modelos-de-vendas-recorrentes-com-ia/) — estimativas da ABComm e da Ebit citadas na reportagem
- [Nuvemshop — NuvemCommerce 2026 (PDF)](https://site.nuvemshop.com.br/hubfs/%5BBR%5D%20Descarreg%C3%A1veis/NuvemCommerce%202026.pdf) — meios de pagamento, ticket médio, canais e perfil dos lojistas da plataforma

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## Perguntas frequentes

### Quantos brasileiros compram pela internet?

Segundo a TIC Domicílios 2025, do Cetic.br, 52% dos usuários de internet com 10 anos ou mais compraram produtos ou serviços online. O país tinha cerca de 157 milhões de usuários de internet em 2025.

### Quanto o e-commerce faturou no Brasil em 2025?

A ABComm estima faturamento acima de R$ 230 bilhões em 2025, com crescimento próximo de 15%, segundo reportagem que cita a entidade. É uma estimativa de associação, não uma estatística oficial.

### Qual a participação do e-commerce no varejo brasileiro?

Pela Pesquisa Anual de Comércio 2024, do IBGE, 9,9% da receita das empresas do varejo com 20 ou mais pessoas ocupadas veio de vendas pela internet. Nas lojas de departamento, a participação chegou a 49,6%.

### Qual o meio de pagamento mais usado no e-commerce?

Na base de lojas da Nuvemshop, o Pix respondeu por 49% das transações em 2025, à frente do cartão de crédito, com 45%, segundo o NuvemCommerce 2026. O dado reflete apenas os lojistas da plataforma.

### Onde se concentra o comércio no Brasil?

No Sudeste, com 48,0% da receita bruta de revenda do comércio em 2024, segundo a PAC do IBGE. São Paulo concentrou 28,7% da receita bruta comercial do país.

  

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