Em 2015, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 41,3 bilhões, alta nominal de 15,3%, com 106,5 milhões de pedidos, segundo a E-bit. A Black Friday rendeu R$ 1,6 bilhão, 38% acima de 2014. Parte do crescimento, porém, veio da inflação, que também subiu os preços online.
Em 2015, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 41,3 bilhões, alta nominal de 15,3% sobre 2014, com 106,5 milhões de pedidos e tíquete médio de R$ 388, segundo levantamento da E-bit/Buscapé. A Black Friday daquele ano movimentou R$ 1,6 bilhão nas lojas online, 38% a mais que no ano anterior. Os números chamam atenção num ano em que o PIB caiu 3,8%, mas a própria E-bit ressaltou que parte da alta veio da inflação, que encareceu os produtos também na internet.
Quais foram os números do e-commerce em 2015?
Os dados anuais foram divulgados pela E-bit em janeiro de 2016. A tabela reúne os indicadores principais.
| Indicador (e-commerce Brasil, 2015) | Valor |
|---|---|
| Faturamento | R$ 41,3 bilhões |
| Crescimento nominal | 15,3% |
| Pedidos | 106,5 milhões |
| Tíquete médio | R$ 388 (alta de 12%) |
Como o crescimento é nominal, ele não desconta a inflação. Num ano de preços em alta, isso significa que o avanço real em volume foi menor do que os 15,3% sugerem. Ainda assim, o setor seguiu crescendo enquanto o varejo físico sentia a queda do consumo das famílias, que recuou 4,0% no ano, segundo o IBGE.
André Ricardo Dias, diretor-executivo da E-bit, afirmou na divulgação que o e-commerce continuava atraente e que ainda havia muito espaço para crescimento, com expectativa de expansão em 2016 puxada principalmente pelas vendas em dispositivos móveis.
Como foi a Black Friday de 2015?
A Black Friday já era, em 2015, a data mais importante do calendário online brasileiro. Os números da E-bit, divulgados no fim de novembro, mostram o tamanho do evento:
- Faturamento: R$ 1,6 bilhão, alta nominal de 38% sobre os R$ 1,16 bilhão de 2014.
- Pedidos: 2,77 milhões, 24% a mais que no ano anterior.
- Tíquete médio: R$ 580, alta de 11%.
- Compradores únicos: 1,64 milhão de pessoas compraram ao menos uma vez nas 24 horas da sexta-feira.
- Celular: 311 mil pedidos, 11% do total, foram feitos em dispositivos móveis.
- Prazo de entrega: média prometida de 13 dias corridos para as ofertas da data.
Por categoria, eletrodomésticos lideraram em número de pedidos (17,2%), seguidos de telefonia (16,6%), eletrônicos (9,2%), moda e acessórios (9,1%) e informática (9%). Em faturamento, telefonia ficou com a maior fatia, 22,3%.
Por que o comércio online resistiu à recessão?
As fontes da época não isolam uma única causa, mas alguns fatores aparecem com frequência:
- Preço como motivação: em período de renda apertada, a comparação de preços online e datas promocionais como a Black Friday ganharam peso.
- Inflação no tíquete: o aumento de 12% no tíquete médio reflete, em parte, preços mais altos.
- Avanço do celular: com o smartphone se tornando o principal meio de acesso à internet, como mostraria a pesquisa TIC Domicílios 2015, a compra pelo celular começou a crescer.
O que 2015 ensinou para lojas e agências?
O ano mostrou que o desempenho do comércio eletrônico depende tanto de tráfego quanto de operação. Um prazo médio de 13 dias para entregas de Black Friday indica que logística era um gargalo real. Outra lição foi o celular: com 11% dos pedidos da Black Friday vindos de dispositivos móveis, lojas que ainda não tinham versão adaptada começaram a perder espaço. No mesmo ano, o Google passou a favorecer páginas compatíveis com celular nas buscas móveis.
O que isso significa hoje para quem contrata serviços de e-commerce?
Para quem contrata uma agência de marketing ou uma software house para operar uma loja virtual, os números de 2015 lembram que crescimento nominal precisa ser lido com cuidado. Bons relatórios separam efeito de preço de efeito de volume e mostram indicadores como pedidos, tíquete, conversão e prazo de entrega. Datas promocionais exigem preparação de infraestrutura e logística, não apenas mídia.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto o e-commerce brasileiro faturou em 2015?
Segundo a E-bit/Buscapé, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 41,3 bilhões em 2015, alta nominal de 15,3% sobre 2014. Foram 106,5 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 388.
Quanto a Black Friday de 2015 movimentou no Brasil?
A Black Friday de 2015 rendeu R$ 1,6 bilhão ao e-commerce brasileiro, segundo a E-bit, alta nominal de 38% sobre 2014. Foram 2,77 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 580.
O crescimento do e-commerce em 2015 foi real?
O crescimento de 15,3% é nominal, ou seja, não desconta a inflação. A própria E-bit observou que parte da alta veio do aumento de preços. O avanço em volume existiu, com mais pedidos, mas foi menor do que o número nominal sugere.