Em 6 de outubro de 2015, o Gartner divulgou sua lista anual de 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2016, com device mesh, aprendizado de máquina avançado, agentes autônomos, arquitetura de segurança adaptativa e arquitetura de microsserviços. A lista é do Gartner, não da Citeo.
Em 6 de outubro de 2015, durante o Gartner Symposium/ITxpo, em Orlando, a consultoria Gartner divulgou sua lista anual das 10 tendências tecnológicas estratégicas para 2016. A lista incluiu a "device mesh" (malha de dispositivos), a experiência do usuário ambiente, materiais para impressão 3D, a "informação de tudo", o aprendizado de máquina avançado, agentes e coisas autônomos, a arquitetura de segurança adaptativa, a arquitetura de sistemas avançada, a arquitetura de aplicações e serviços em malha e as plataformas de internet das coisas. A apresentação foi conduzida por analistas do Gartner, com David Cearley, vice-presidente e Gartner Fellow, como porta-voz.
Esta é uma reprodução resumida de uma lista publicada à época pelo Gartner, com seus próprios critérios de análise de mercado. Não é um ranking da Citeo.
Quais foram as 10 tendências?
| # | Tendência (nome do Gartner) | Resumo segundo o Gartner |
|---|---|---|
| 1 | The Device Mesh | Conjunto crescente de pontos de acesso, de celulares e vestíveis a sensores em casa e no carro |
| 2 | Ambient User Experience | Experiência contínua entre dispositivos, tempo e lugares, incluindo realidade aumentada e virtual |
| 3 | 3D Printing Materials | Mais materiais imprimíveis, como metais, compósitos e eletrônicos, levando a impressão 3D a mais setores |
| 4 | Information of Everything | Conexão de dados de todas as fontes digitais, com ferramentas como bancos de dados em grafo |
| 5 | Advanced Machine Learning | Redes neurais profundas que aprendem a reconhecer e classificar informação sozinhas |
| 6 | Autonomous Agents and Things | Robôs, veículos e assistentes virtuais que agem com pouca ou nenhuma direção humana |
| 7 | Adaptive Security Architecture | Segurança focada em detectar e responder a ameaças, não apenas em defender o perímetro |
| 8 | Advanced System Architecture | Arquiteturas neuromórficas sobre FPGAs e GPUs para dar poder de processamento às máquinas inteligentes |
| 9 | Mesh App and Service Architecture | Troca de aplicações monolíticas por designs de microsserviços, fracamente acoplados |
| 10 | Internet of Things Platforms | Bases de gestão, segurança e integração para sistemas de IoT |
Quais previsões chamaram atenção?
Dois comentários do anúncio se destacaram:
- Mundo pós-aplicativo: ao tratar de agentes autônomos, David Cearley afirmou que, nos cinco anos seguintes, haveria uma evolução para um mundo "pós-app".
- Padronização difícil em IoT: o Gartner esperava que a padronização das plataformas de internet das coisas fosse difícil até 2018, pela competição entre abordagens de fornecedores.
O que a lista dizia sobre desenvolvimento de software?
Para software houses e equipes de tecnologia, dois itens tinham efeito direto na forma de construir sistemas:
- Microsserviços: a recomendação de trocar aplicações monolíticas por serviços menores e independentes, entregues na nuvem e em vários dispositivos.
- Segurança adaptativa: o reconhecimento de que nuvem e APIs abertas exigiam segurança baseada em detecção e resposta.
- Aprendizado de máquina: a menção explícita a redes neurais profundas, no mesmo ano em que o Google abriu o código do TensorFlow.
Como ler essa lista hoje?
Listas de tendências de consultorias refletem a visão de seus analistas num momento específico e servem como termômetro, não como previsão garantida. As listas seguintes do próprio Gartner ajudam a ver o que permaneceu: na de outubro de 2016, a IA e o aprendizado de máquina subiram para o primeiro lugar, e a arquitetura de segurança adaptativa foi mantida. Previsões com prazo, como a do mundo "pós-app" em cinco anos, devem ser lidas com cautela.
O que isso significa hoje para quem contrata tecnologia?
Ao avaliar uma proposta de software house ou consultoria, vale desconfiar de projetos justificados apenas por estarem "na lista de tendências". A pergunta útil é qual problema concreto a tecnologia resolve, quanto custa mantê-la e se a equipe do fornecedor já entregou algo parecido. Microsserviços, por exemplo, trazem flexibilidade, mas também complexidade operacional que nem todo projeto precisa.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quais eram as tendências tecnológicas do Gartner para 2016?
Segundo o Gartner, em lista divulgada em 6 de outubro de 2015, eram: device mesh, experiência do usuário ambiente, materiais de impressão 3D, informação de tudo, aprendizado de máquina avançado, agentes e coisas autônomos, arquitetura de segurança adaptativa, arquitetura de sistemas avançada, arquitetura de aplicações e serviços em malha e plataformas de IoT.
Essa lista é um ranking da Citeo?
Não. É a lista anual publicada pelo Gartner em outubro de 2015, durante o Gartner Symposium/ITxpo, em Orlando, com base nos critérios de seus analistas. O artigo apenas a reproduz e contextualiza.
O que é "mesh app and service architecture"?
Segundo o Gartner, é a migração de aplicações monolíticas para arquiteturas de microsserviços fracamente acopladas, que permitem entrega escalável e ágil na nuvem e em diferentes dispositivos.