Retrospectiva 2015 · Segurança

Em 2015, projetos de lei tentaram mudar o Marco Civil para ampliar coleta de dados de usuários

Resposta rápida

Em outubro de 2015, a CCJ da Câmara aprovou substitutivo ao PL 215/2015 que obrigava provedores a coletar CPF, endereço e telefone de usuários, ampliava quem poderia acessá-los e facilitava a remoção de conteúdo. O CGI.br reagiu com duas resoluções contrárias, apontando risco à privacidade.

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Perguntas frequentes

O que era o PL 215/2015?

Era um projeto de lei que, junto com os apensados PL 1547/2015 e PL 1589/2015, propunha alterações no Marco Civil da Internet. O substitutivo aprovado na CCJC da Câmara em 6 de outubro de 2015 previa coleta ampliada de dados cadastrais de usuários, remoção de conteúdo por ordem judicial em novas hipóteses e um novo tipo penal.

Por que o CGI.br foi contra as mudanças no Marco Civil em 2015?

Segundo as resoluções de 1º e 9 de outubro de 2015, o CGI.br considerou que as propostas subvertiam princípios fundamentais da internet, ampliavam a coleta de dados de forma excessiva, aumentavam o risco de vigilância e vazamentos e desfaziam o equilíbrio construído no Marco Civil.

Os provedores seriam obrigados a coletar CPF dos usuários?

O substitutivo aprovado na CCJC em outubro de 2015 previa que provedores de conexão e de aplicações coletassem e disponibilizassem dados como CPF, endereço completo, telefone e e-mail. A proposta foi criticada pelo CGI.br como coleta excessiva e desnecessária.

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