Em outubro de 2015, o Google revelou à Bloomberg que usava havia meses o RankBrain, um sistema de aprendizado de máquina que ajudava a interpretar buscas, sobretudo as inéditas. Segundo o pesquisador Greg Corrado, ele já era o terceiro sinal mais importante do ranqueamento.
Em 26 de outubro de 2015, a Bloomberg revelou que o Google vinha usando havia alguns meses o RankBrain, um sistema de inteligência artificial baseado em aprendizado de máquina para ajudar a interpretar buscas e ordenar resultados. Segundo Greg Corrado, cientista sênior de pesquisa do Google, o RankBrain já era o terceiro sinal mais importante do ranqueamento. O sistema era usado principalmente para entender consultas ambíguas e as cerca de 15% de buscas diárias que o Google nunca tinha visto antes.
Foi a primeira vez que o Google admitiu publicamente que um componente de aprendizado de máquina tinha papel central no seu produto mais lucrativo.
O que era o RankBrain?
O RankBrain era um sistema de aprendizado de máquina incorporado ao algoritmo de busca. Em vez de depender apenas de regras escritas por engenheiros, ele aprendia a relacionar palavras e expressões a conceitos, o que ajudava a encontrar páginas relevantes mesmo quando a busca usava termos pouco comuns ou formulações nunca vistas.
Os principais fatos divulgados na época estão resumidos abaixo.
| Aspecto | O que foi informado em 2015 |
|---|---|
| Quem revelou | Greg Corrado, cientista sênior de pesquisa do Google, à Bloomberg |
| Data da revelação | 26 de outubro de 2015 |
| Tempo de uso | Vinha processando buscas nos "últimos meses" |
| Importância | Terceiro sinal mais importante do ranqueamento |
| Alcance | Uma "fração muito grande" das buscas |
| Foco | Consultas ambíguas e as cerca de 15% de buscas inéditas por dia |
Como o RankBrain se saiu em comparação com especialistas?
A reportagem descreveu um teste interno curioso. Engenheiros do Google foram desafiados a adivinhar quais páginas o mecanismo de busca colocaria no topo para determinadas consultas. Os humanos acertaram cerca de 70% das vezes; o RankBrain acertou cerca de 80%, segundo o relato publicado pelo 9to5Google com base na Bloomberg.
O número não deve ser lido como medida de qualidade da busca, mas mostra que o sistema já havia aprendido a reproduzir, e em parte superar, o julgamento de quem conhecia o algoritmo por dentro.
Por que a revelação foi importante para o SEO?
Até então, a conversa sobre ranqueamento girava em torno de palavras-chave, links e sinais técnicos. O RankBrain deslocou o foco para a interpretação do significado. Algumas consequências práticas passaram a ser discutidas por profissionais de SEO a partir de 2015:
- Menos dependência da palavra exata: páginas podiam aparecer para buscas que não continham literalmente seus termos.
- Mais peso para o tema: conteúdos que tratavam bem um assunto ganhavam chance de responder a variações da mesma pergunta.
- Consultas longas e conversacionais: o sistema ajudava justamente nas buscas mais longas e inéditas.
- Não havia "otimização para RankBrain": como se tratava de um sistema de interpretação, a recomendação mais citada era escrever de forma clara para pessoas.
Qual era o contexto da época?
A revelação veio semanas depois de a Alphabet divulgar resultados trimestrais em que executivos destacaram investimentos em aprendizado de máquina e inteligência artificial, segundo a própria Bloomberg. No mês seguinte, em novembro de 2015, o Google abriu o código do TensorFlow, sua biblioteca de aprendizado de máquina. O ano consolidou a ideia de que IA deixava de ser projeto de laboratório e passava a sustentar produtos usados por bilhões de pessoas.
O que isso significa hoje para quem trabalha visibilidade online?
O RankBrain é um antepassado direto da discussão atual sobre GEO (otimização para motores generativos). Em 2015, o desafio era ser bem interpretado por um sistema que tentava entender a intenção da busca. Hoje, assistentes de IA vão além e escrevem a própria resposta. Nos dois casos, o conteúdo que tende a se sair melhor é o que responde perguntas reais com clareza, define termos e não depende de repetição mecânica de palavras-chave.
Para quem contrata uma agência de SEO, vale perguntar como ela organiza conteúdo por temas e intenções, e não apenas por listas de palavras-chave.
Fontes
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Perguntas frequentes
O que é o RankBrain do Google?
É um sistema de aprendizado de máquina que o Google passou a usar em 2015 para ajudar a interpretar buscas e ordenar resultados. Ele é especialmente útil em consultas ambíguas ou inéditas, que, segundo o Google na época, representavam cerca de 15% das buscas diárias.
Quando o RankBrain foi revelado?
O sistema foi revelado em reportagem da Bloomberg publicada em 26 de outubro de 2015. Segundo o Google, ele já vinha sendo usado nos meses anteriores e havia se tornado o terceiro sinal mais importante do ranqueamento.
Dá para otimizar um site para o RankBrain?
Não existe uma técnica específica, porque o RankBrain é um sistema de interpretação de buscas. A orientação mais repetida desde 2015 é produzir conteúdo claro, que responda bem às perguntas do público e trate o tema de forma completa.