Na Black Friday de 24 de novembro de 2017, o e-commerce brasileiro faturou R$ 2,1 bilhões, alta de 10,3%, com 3,76 milhões de pedidos, segundo a Ebit. O tíquete médio caiu 3,1%, para R$ 562, e o celular respondeu por 26,5% do faturamento. Da véspera à Cyber Monday, foram R$ 3,2 bilhões.
Na Black Friday de 24 de novembro de 2017, o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 2,1 bilhões, alta de 10,3% sobre os R$ 1,9 bilhão de 2016, segundo a Ebit. O número de pedidos cresceu 14%, de 3,30 milhões para 3,76 milhões, mas o tíquete médio caiu 3,1%, de R$ 580 para R$ 562, o que o Teletime atribuiu a descontos mais agressivos. O celular respondeu por 26,5% do volume financeiro, alta de 41,5% sobre 2016. Somando o período da véspera da Black Friday à Cyber Monday, o faturamento foi de R$ 3,2 bilhões.
Os resultados mostram uma data já consolidada no calendário do varejo online, com mais compradores e gasto menor por pedido.
Quais foram os números do período?
| Período (Ebit) | Faturamento 2017 | Variação | Pedidos 2017 | Tíquete médio 2017 |
|---|---|---|---|---|
| Black Friday (24/11) | R$ 2,1 bilhões | +10,3% | 3,76 milhões (+14%) | R$ 562 (-3,1%) |
| Cyber Monday (27/11) | R$ 308,5 milhões | +6% | 721 mil (+22%) | R$ 428 (-13,2%) |
| Da véspera à Cyber Monday (23 a 27/11) | R$ 3,2 bilhões | +8,7% | 6,1 milhões (+16,1%) | R$ 520 (-6,4%) |
Uma nota de rodapé da reportagem do Mercado & Consumo menciona, por mudança de metodologia, vendas de 23 e 24 de novembro, o que diverge do período de 23 a 27 indicado no mesmo texto; a diferença deve ser considerada ao comparar os números.
O que os consumidores compraram?
Em faturamento, segundo o Mercado & Consumo, as categorias líderes na Black Friday foram:
- Eletrodomésticos: 22%
- Telefonia e celulares: 22%
- Eletrônicos: 16%
- Informática: 9%
- Casa e decoração: 7%
Em número de pedidos, a ordem mudava: eletrodomésticos (15%), moda e acessórios (13%), telefonia (11%), perfumaria, cosméticos e saúde (11%) e casa e decoração (10%). O Teletime publicou percentuais ligeiramente diferentes para as categorias, a partir do mesmo levantamento.
Qual foi o papel do celular?
O comércio pelo celular foi o destaque de crescimento. Segundo o Teletime, o m-commerce respondeu por 26,5% do volume financeiro da Black Friday de 2017, alta de 41,5% sobre o ano anterior, e o número de pedidos feitos por smartphones cresceu 81,8%. Em 2013, segundo a mesma reportagem, o celular representava 4,4% das compras.
O que a Cyber Monday mostrou?
A Cyber Monday cresceu em pedidos (22%) mais do que em faturamento (6%), com tíquete médio 13,2% menor. Pedro Guasti, CEO da Ebit, afirmou que a data estava ganhando força como dia tradicional de descontos. André Dias, diretor de operações da Ebit, destacou o horário em que a empresa registrou o maior crescimento em relação ao ano anterior.
Que lições o período deixou para lojas e agências?
- Mais pedidos, tíquete menor: descontos agressivos atraíram compradores, mas reduziram o valor por pedido.
- Celular decisivo: mais de um quarto do faturamento veio de dispositivos móveis.
- Período estendido: a combinação de véspera, Black Friday e Cyber Monday ampliou a janela de vendas.
- Categorias de alto valor: eletrodomésticos e celulares concentraram o faturamento.
O que isso significa hoje para quem contrata marketing para datas promocionais?
Ao contratar uma agência para a Black Friday, vale avaliar resultados por margem, e não apenas por faturamento, já que descontos podem reduzir o tíquete e a rentabilidade. Também vale exigir preparação técnica para picos de acesso no celular e planejamento de toda a semana promocional, incluindo a Cyber Monday.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto a Black Friday de 2017 faturou no Brasil?
Segundo a Ebit, o e-commerce brasileiro faturou R$ 2,1 bilhões na Black Friday de 24 de novembro de 2017, alta de 10,3% sobre 2016, com 3,76 milhões de pedidos.
O tíquete médio da Black Friday 2017 subiu ou caiu?
Caiu. O tíquete médio foi de R$ 562, queda de 3,1% em relação aos R$ 580 de 2016, o que o Teletime associou a descontos mais agressivos.
Quanto o celular representou na Black Friday de 2017?
Segundo o Teletime, com dados da Ebit, o celular respondeu por 26,5% do volume financeiro da Black Friday de 2017, alta de 41,5% em relação a 2016.