O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 53,2 bilhões em 2018, alta nominal de 12%, com 123 milhões de pedidos, segundo a Ebit|Nielsen. Na Black Friday, as vendas online somaram R$ 2,6 bilhões, 23% acima de 2017 e acima da projeção.
O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 53,2 bilhões em 2018, alta nominal de 12% sobre 2017, segundo dados da Ebit|Nielsen divulgados em fevereiro de 2019. Foram 123 milhões de pedidos, 10% a mais que no ano anterior, com tíquete médio de R$ 434. A Black Friday daquele ano também superou as expectativas: as vendas online somaram R$ 2,6 bilhões, crescimento de 23%. Para empresas que vendiam pela internet e para os fornecedores que as atendiam, como agências e desenvolvedores de lojas, 2018 foi um ano de crescimento de dois dígitos no faturamento.
Quais foram os números do e-commerce em 2018?
Os dados abaixo foram divulgados pela Ebit|Nielsen e publicados pela Tribuna PR, com conteúdo da Agência Estado, em 19 de fevereiro de 2019:
| Indicador (2018) | Valor | Variação sobre 2017 |
|---|---|---|
| Faturamento | R$ 53,2 bilhões | +12% (nominal) |
| Pedidos | 123 milhões | +10% |
| Tíquete médio | R$ 434 | cerca de +1% |
| Novos consumidores | cerca de 10 milhões | não se aplica |
Ana Szasz, líder comercial da Ebit|Nielsen, classificou a Black Friday de 2018 como a "melhor Black Friday da história", com vendas bem acima das expectativas.
Como foi a Black Friday de 2018?
Segundo a Ebit|Nielsen, em dados publicados pela Mercado&Consumo em 26 de novembro de 2018, o período da Black Friday, incluindo a quinta-feira que antecedeu a data, teve estes resultados no e-commerce:
- faturamento de R$ 2,6 bilhões, alta de 23% sobre 2017;
- 4,27 milhões de pedidos, alta de 13%;
- tíquete médio de R$ 608, alta de 8%;
- 2,41 milhões de compradores únicos, alta de 9%.
A projeção da própria Ebit|Nielsen era de R$ 2,43 bilhões e 3,76 milhões de pedidos. Só a quinta-feira, véspera do evento, respondeu por cerca de R$ 608,7 milhões e mais de 1,18 milhão de pedidos. Os números consideram vendas de produtos novos ao consumidor final e excluem passagens aéreas, serviços de entrega ou transporte e veículos.
O que impulsionou o comércio eletrônico em 2018?
Os relatórios da Ebit|Nielsen citados nas reportagens apontaram o celular como fator relevante para a conversão de vendas na Black Friday, embora sem divulgar a participação exata do canal. Outros dados de 2018 ajudam a dimensionar o público conectado. A pesquisa TIC Domicílios 2018, do Cetic.br, estimou 126,9 milhões de usuários de internet no país, 70% da população, e mostrou que 97% deles acessavam a rede pelo celular.
Na prática, isso reforçou para lojistas algumas prioridades:
- Lojas virtuais rápidas e funcionais no celular.
- Capacidade de infraestrutura para picos como a Black Friday.
- Meios de pagamento e antifraude preparados para volume.
- Logística e atendimento dimensionados para a temporada.
O que isso significa hoje?
Os números de 2018 mostram que datas promocionais concentram volume em poucos dias, o que expõe falhas de desempenho e de operação. Ao contratar uma software house ou uma agência para um e-commerce, vale perguntar como a loja foi testada para picos de acesso, como a operação é monitorada durante campanhas e qual é o plano se algo falhar. A Citeo reúne software houses e agências de marketing para comparação.
Fontes
- Tribuna PR/Estadão Conteúdo: Faturamento do e-commerce soma R$ 53,2 bilhões em 2018, alta de 12% (19/02/2019)
- Mercado&Consumo: Vendas no e-commerce na Black Friday crescem 23%, chegando a R$ 2,6 bilhões (26/11/2018)
- Tecnoblog: Brasil tem 126,9 milhões de pessoas conectadas; celular é meio de acesso para 97%
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Perguntas frequentes
Quanto o e-commerce brasileiro faturou em 2018?
R$ 53,2 bilhões, alta nominal de 12% sobre 2017, segundo a Ebit|Nielsen. Foram 123 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 434.
Quanto o e-commerce vendeu na Black Friday de 2018?
R$ 2,6 bilhões, alta de 23% sobre 2017, com 4,27 milhões de pedidos, segundo a Ebit|Nielsen. O resultado ficou acima da projeção de R$ 2,43 bilhões.
Os números incluem passagens aéreas e serviços?
Não. Os dados da Ebit|Nielsen para a Black Friday consideram vendas de produtos novos ao consumidor final e excluem passagens aéreas, serviços de entrega ou transporte e veículos.