Em outubro de 2018, a IBM anunciou a compra da Red Hat por US$ 34 bilhões, ou US$ 190 por ação, a maior aquisição de sua história. A operação, concluída em julho de 2019, reforçou a estratégia de nuvem híbrida, que combina sistemas locais e nuvem.
Em 28 de outubro de 2018, a IBM anunciou a compra da Red Hat, dona de uma distribuição Linux para servidores e de tecnologias de nuvem híbrida, por US$ 34 bilhões, o equivalente a US$ 190 por ação. Foi a maior aquisição da história da IBM e, segundo o Baguete, a segunda maior da história da TI corporativa, atrás da fusão entre Dell e EMC, de US$ 67 bilhões, em 2016. A operação foi concluída em 9 de julho de 2019, e a Red Hat passou a atuar como unidade independente, com marca e produtos preservados. A justificativa era a nuvem híbrida, modelo que combina sistemas mantidos nas empresas com serviços de nuvem pública.
Quais foram os termos da aquisição?
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Anúncio | 28 de outubro de 2018 |
| Valor | US$ 34 bilhões |
| Preço por ação | US$ 190 |
| Prêmio sobre o valor de mercado | 63%, segundo o Baguete |
| Receita da Red Hat no último ano fiscal | US$ 2,9 bilhões, alta de 21% |
| Conclusão | 9 de julho de 2019 |
| Aprovação no Brasil | Cade aprovou sem restrições, segundo atualização do Tecnoblog de 10/07/2019 |
| Situação da Red Hat | Unidade independente, com marca e produtos mantidos |
Segundo o Tecnoblog, a Red Hat foi incorporada à divisão de nuvem híbrida da IBM, e o compromisso foi preservar o software de código aberto da empresa.
Por que a IBM apostou em nuvem híbrida?
No anúncio, Ginni Rometty, então CEO da IBM, afirmou que a empresa se tornaria "o provedor número 1 de nuvem híbrida". O Baguete contextualizou a compra como parte do esforço da IBM para se reinventar em torno de nuvem, analytics e inteligência artificial, reduzindo a dependência de hardware. Na conclusão da compra, Rometty voltou ao tema: "a nuvem híbrida não é um destino temporário, é o destino". A leitura do Tecnoblog foi que a IBM mirava grandes empresas que mantinham sistemas legados em seus próprios data centers, enquanto a Amazon Web Services concentrava sua oferta em aplicações totalmente na nuvem.
O contexto de 2018 ajuda a entender o movimento. Segundo o Gartner, o mercado mundial de infraestrutura como serviço (IaaS) cresceu 29,5% em 2017, para US$ 23,5 bilhões, com a Amazon na liderança (51,8%) e a IBM em quinto lugar, com 1,9%. A compra da Red Hat foi uma forma de disputar o mercado de nuvem por outro caminho: em vez de competir só com infraestrutura própria, oferecer ferramentas para gerenciar ambientes mistos.
O que a Red Hat trazia para a IBM?
Segundo o Baguete, a Red Hat tinha uma distribuição Linux usada em servidores de data centers e desenvolvia tecnologias para criar nuvens híbridas, que orquestram provedores de nuvem pública e privada e infraestrutura local. O ano de 2018 também foi o da consolidação do Kubernetes, sistema de orquestração de containers que, em março, se tornou o primeiro projeto a se graduar na Cloud Native Computing Foundation (CNCF). Ferramentas desse tipo ajudam a rodar as mesmas aplicações em data centers próprios e em diferentes nuvens.
O que isso mudou para quem contrata tecnologia?
A aquisição sinalizou que grandes fornecedores enxergavam a convivência entre sistemas locais e nuvem como duradoura. Para empresas que contratam projetos de infraestrutura e desenvolvimento, isso levanta algumas questões:
- Quais sistemas precisam continuar em ambiente próprio e por quê.
- Como evitar dependência excessiva de um único provedor de nuvem.
- Que ferramentas de código aberto o fornecedor domina.
- Como a operação será monitorada em ambientes mistos.
O que isso significa hoje?
A compra da Red Hat é um marco da ideia de que nem tudo precisa ir para a nuvem pública, e de que portabilidade tem valor. Ao contratar uma software house ou consultoria de infraestrutura, peça que ela explique por que recomenda determinado ambiente e como seria migrar se for preciso mudar de provedor. A Citeo reúne software houses para comparação.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto a IBM pagou pela Red Hat?
US$ 34 bilhões, ou US$ 190 por ação, valor anunciado em outubro de 2018. Foi a maior aquisição da história da IBM.
Quando a compra da Red Hat foi concluída?
Em 9 de julho de 2019. No Brasil, o Cade aprovou a operação sem restrições, segundo o Tecnoblog.
A Red Hat deixou de existir como marca?
Não. A Red Hat foi mantida como unidade independente dentro da IBM, com marca e produtos preservados.