Em junho de 2018, a OutSystems, plataforma de desenvolvimento low-code, recebeu US$ 360 milhões de KKR e Goldman Sachs e passou a ser avaliada em bem mais de US$ 1 bilhão. O aporte colocou o low-code no radar de empresas que precisavam entregar sistemas mais rápido.
Em 5 de junho de 2018, a OutSystems, empresa de plataforma de desenvolvimento low-code, anunciou um aporte de US$ 360 milhões dos fundos KKR e Goldman Sachs, que ficaram com participações minoritárias. Com a rodada, a empresa passou a ser avaliada em "bem mais" de US$ 1 bilhão e somou US$ 422 milhões captados ao longo de sua história. Na época, a OutSystems tinha milhares de clientes em mais de 50 países e cerca de 700 funcionários. O aporte foi um dos sinais mais claros, naquele ano, de que plataformas low-code tinham saído do nicho.
O que foi anunciado?
Os números abaixo foram publicados pela FinTech Futures no dia do anúncio:
| Item | Dado |
|---|---|
| Data | 5 de junho de 2018 |
| Valor da rodada | US$ 360 milhões |
| Investidores | KKR e Goldman Sachs (participações minoritárias) |
| Total captado | US$ 422 milhões |
| Avaliação | "Bem mais" de US$ 1 bilhão, segundo a empresa |
| Clientes | Milhares, em mais de 50 países |
| Funcionários | Cerca de 700 |
| Fundação | 2001 |
O jornal português ECO descreveu a OutSystems como uma "tecnológica portuguesa", fundada em 2001 por Paulo Rosado, e noticiou em 8 de agosto de 2018 o crescimento recorde do segundo trimestre:
- receitas anuais 63% maiores;
- 96 novos clientes empresariais no trimestre, o maior ganho trimestral desde o lançamento;
- 15 mil novos desenvolvedores usando a plataforma no período;
- mais de mil clientes empresariais, mais de 140 mil membros na comunidade de desenvolvedores e mais de 800 funcionários.
O que é low-code?
A FinTech Futures descreveu o low-code como uma forma de construir aplicações de modo visual, com pouca ou nenhuma programação manual. A plataforma da OutSystems combinava esse modelo com automação, integrações com sistemas de terceiros e recursos de inteligência artificial. O argumento comercial era reduzir custos de desenvolvimento e acelerar a entrada de sistemas em produção.
Na prática, plataformas low-code costumam ser consideradas para:
- aplicações internas de processos, como aprovações e cadastros;
- portais e aplicativos que dependem de integração com sistemas existentes;
- protótipos e primeiras versões de produtos;
- modernização de sistemas antigos com interfaces novas.
Quando o low-code faz sentido, e quando não faz?
A promessa de velocidade é real em muitos casos, mas há pontos de atenção para quem contrata:
- Dependência da plataforma: a aplicação fica ligada ao fornecedor do low-code e às suas licenças.
- Custo de licença: o preço costuma crescer com usuários ou aplicações, o que precisa entrar na conta total.
- Limites de personalização: requisitos muito específicos podem exigir código tradicional.
- Portabilidade: é importante saber o que acontece com a aplicação se a empresa trocar de plataforma.
- Equipe: o fornecedor precisa ter experiência comprovada na plataforma escolhida.
Como o low-code se encaixou no mercado de 2018?
O aporte na OutSystems aconteceu um dia depois de outro grande movimento em ferramentas para desenvolvedores: a compra do GitHub pela Microsoft, anunciada em 4 de junho de 2018, por US$ 7,5 bilhões. As duas operações, em semanas próximas, mostraram o apetite de investidores e de grandes empresas por plataformas usadas para criar software.
O que isso significa hoje?
O low-code é uma opção legítima em muitos projetos, mas não substitui a análise de custo total e de dependência. Ao receber uma proposta baseada em plataforma low-code, peça ao fornecedor o custo de licenças em três anos, o que acontece com a aplicação ao fim do contrato e quais partes exigirão código tradicional. Compare com uma proposta de desenvolvimento sob medida antes de decidir. A Citeo reúne software houses para comparação.
Fontes
Compare nota, avaliações verificadas e score, e fale direto com a empresa pela Citeo.
Perguntas frequentes
Quanto a OutSystems captou em 2018?
US$ 360 milhões, de KKR e Goldman Sachs, anunciados em 5 de junho de 2018. A empresa passou a ser avaliada em bem mais de US$ 1 bilhão.
O que é uma plataforma low-code?
É uma ferramenta que permite construir aplicações de forma visual, com pouca programação manual, usando componentes prontos, automação e integrações.
Low-code substitui o desenvolvimento sob medida?
Nem sempre. O low-code pode acelerar aplicações de processos e integrações, mas envolve custo de licença, dependência da plataforma e limites de personalização que precisam ser avaliados caso a caso.