Segundo o relatório Webshoppers 44, da Ebit/Nielsen, o e-commerce brasileiro faturou R$ 53,4 bilhões no primeiro semestre de 2021, alta de 31% sobre 2020. Foram 100 milhões de pedidos, tíquete médio de R$ 534, e o celular respondeu por mais da metade do faturamento.
O comércio eletrônico brasileiro teve um primeiro semestre recorde em 2021: faturou R$ 53,4 bilhões, 31% a mais que no mesmo período de 2020, segundo a 44ª edição do relatório Webshoppers, da Ebit/Nielsen em parceria com o Bexs Banco. O número de pedidos cresceu 7%, para 100 milhões, e o tíquete médio subiu 22%, para R$ 534. Os dados mostram que, no segundo ano da pandemia, o crescimento veio mais do aumento do valor das compras do que do número de pedidos.
Quais foram os principais números do semestre?
| Indicador (1º semestre de 2021) | Valor | Variação sobre 1º semestre de 2020 |
|---|---|---|
| Faturamento | R$ 53,4 bilhões | +31% |
| Pedidos | 100 milhões | +7% |
| Tíquete médio | R$ 534 | +22% |
| Vendas por celular | R$ 28,2 bilhões | +28,4% |
| Novos consumidores | 6,2 milhões | ante 7,3 milhões um ano antes |
O celular respondeu por mais da metade do faturamento e dos pedidos. Os novos consumidores foram menos numerosos que no ano anterior, mas gastaram mais: o tíquete médio desse grupo foi de R$ 556, acima da média geral, segundo o InfoMoney.
Quais categorias mais cresceram?
O relatório destacou categorias com crescimento acima da média, de acordo com o Meio & Mensagem:
- Casa e decoração: vendas cresceram 155% e pedidos, 67%;
- Pet shop: faturamento subiu 56% e pedidos, 48%;
- Esportivo: vendas cresceram 48% e pedidos, 27%;
- Lojas de departamento: volume de vendas subiu 37% e pedidos, 14%;
- Alimentos: vendas cresceram 34% e pedidos, 8%.
Regionalmente, o Sudeste concentrou 51% do faturamento, enquanto Sul (+57%) e Norte (+52%) tiveram as maiores taxas de crescimento.
Como os consumidores chegaram às lojas?
O Webshoppers também mapeou a origem dos consumidores em algumas categorias, o que interessa diretamente a quem planeja marketing digital:
- em roupas e calçados, 30% dos consumidores chegaram por anúncios em redes sociais ou perfis das lojas, a maior participação social entre as categorias analisadas;
- em automotivo, 41% chegaram por buscadores, a maior participação da busca;
- em casa e decoração, 34% vieram de buscadores e 20% de redes sociais.
Esses números mostram que o canal de aquisição variava muito conforme a categoria, o que contraria a ideia de uma receita única de mídia para qualquer e-commerce.
O que o crescimento significou para o mercado de serviços digitais?
Um semestre com crescimento de 31% em faturamento pressiona lojas virtuais em várias frentes: desempenho do site em picos de acesso, integração com marketplaces e meios de pagamento, logística e atendimento. Com mais da metade das vendas feitas pelo celular, a experiência móvel deixou de ser complemento e passou a ser o principal ponto de contato com o cliente.
O que isso significa hoje para quem contrata?
Ao contratar uma agência ou um desenvolvedor de e-commerce, os dados de 2021 sugerem cuidados práticos:
- tratar a versão móvel como prioridade de projeto, e não como adaptação;
- pedir que o plano de mídia se baseie na origem real dos clientes da sua categoria;
- medir tíquete médio e recompra, não apenas volume de pedidos;
- garantir que a plataforma suporte picos sem perder desempenho.
Fornecedores podem ser comparados nas categorias de marketing e software.
Fontes
Compare nota, avaliações verificadas e score, e fale direto com a empresa pela Citeo.
Perguntas frequentes
Quanto o e-commerce brasileiro faturou no primeiro semestre de 2021?
R$ 53,4 bilhões, segundo o Webshoppers 44, da Ebit/Nielsen, alta de 31% em relação ao primeiro semestre de 2020.
Qual foi o tíquete médio do e-commerce no primeiro semestre de 2021?
R$ 534, alta de 22% sobre o mesmo período do ano anterior. Entre os novos consumidores, o tíquete médio foi de R$ 556.
Qual categoria mais cresceu no e-commerce no primeiro semestre de 2021?
Entre as destacadas no relatório, casa e decoração teve o maior crescimento: 155% em vendas e 67% em pedidos.