Pesquisa da IDC encomendada pelo Google Cloud e divulgada em maio de 2021 apontou que 43% das grandes empresas no Brasil já tinham definido o modelo híbrido como padrão após a pandemia, 9% manteriam o trabalho totalmente remoto e 33% ainda não haviam decidido.
Em 2021, o modelo híbrido, que combina dias no escritório com dias em casa, já era a escolha predominante entre grandes empresas no Brasil para o pós-pandemia. Pesquisa da IDC encomendada pelo Google Cloud, divulgada em 13 de maio de 2021, mostrou que 43% das empresas já haviam definido o híbrido como padrão, 9% pretendiam manter o trabalho totalmente remoto e 33% ainda estavam indecisas. Entre os funcionários dessas empresas, 59% preferiam o modelo híbrido.
Como a pesquisa foi feita?
Segundo o IT Forum, a IDC ouviu 897 colaboradores de grandes empresas que atuam no Brasil, entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. O levantamento, portanto, retrata expectativas formadas ainda durante a pandemia, e não o modelo efetivamente adotado nos anos seguintes.
Quais foram os principais resultados?
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Empresas que definiram o híbrido como padrão | 43% |
| Empresas que manteriam trabalho totalmente remoto | 9% |
| Empresas ainda indecisas | 33% |
| Funcionários que preferiam o híbrido | 59% |
| Jovens de 18 a 21 anos que queriam o híbrido | 76% |
| Principal benefício do home office: economia de tempo com deslocamento | 67% |
| Principal falta no remoto: convívio informal com colegas | 50% |
| Sentiram-se capacitados desde o primeiro dia remoto | 72% |
Cerca de três em cada quatro entrevistados disseram se sentir melhor e mais produtivos à distância, e 41% atribuíram o ganho de produtividade ao uso de tecnologia. Já 87% perceberam respostas mais rápidas das empresas durante a pandemia por causa das ferramentas colaborativas.
O que a edição seguinte da pesquisa mostrou?
A segunda edição do estudo do Google Workspace com a IDC Brasil, divulgada em setembro de 2022 pelo IT Forum, permite comparar expectativas e prática. Entre profissionais brasileiros, o trabalho híbrido chegou a 56%, alta de 12 pontos percentuais sobre 2021; o totalmente remoto caiu de 27% para 19%; e o totalmente presencial, de 29% para 25%. O percentual dos que diziam já estar no modelo definitivo pós-pandemia passou de 43% em 2021 para 85% em 2022. A comparação deve ser feita com cuidado, porque as perguntas das duas edições não são necessariamente idênticas.
O que o Gartner disse sobre a "empresa distribuída"?
Meses depois, em outubro de 2021, o Gartner incluiu a "empresa distribuída" entre suas 12 tendências tecnológicas estratégicas para 2022. A consultoria descreveu a transição de modelos centrados no escritório para forças de trabalho geograficamente dispersas e previu que, até 2023, 75% das organizações que aproveitassem esse modelo cresceriam receita 25% mais rápido que os concorrentes. Trata-se de projeção da consultoria, não de medição.
Que efeitos o modelo híbrido traz para a contratação de serviços digitais?
Quando cliente e fornecedor trabalham em modelo híbrido ou remoto, alguns pontos ganham importância:
- reuniões de acompanhamento remotas exigem mais disciplina de documentação e registro de decisões;
- ferramentas colaborativas de documentos, tarefas e comunicação passam a fazer parte do método de trabalho combinado;
- a localização do fornecedor tende a pesar menos que sua capacidade de trabalhar à distância;
- a segurança do acesso remoto a sistemas da empresa contratante precisa ser tratada explicitamente.
O que isso significa hoje para quem contrata?
Com equipes distribuídas, a qualidade da comunicação passa a ser parte da entrega. Ao contratar uma software house ou agência, vale combinar desde o início a rotina de reuniões, o canal oficial de decisões, a ferramenta de acompanhamento de tarefas e as regras de acesso a sistemas. Fornecedores podem ser comparados nas categorias de software e marketing.
Fontes
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Perguntas frequentes
Qual percentual de empresas adotou o modelo híbrido em 2021?
Segundo a pesquisa da IDC para o Google Cloud, divulgada em maio de 2021, 43% das grandes empresas no Brasil já tinham definido o híbrido como padrão após a pandemia.
Os funcionários preferiam o trabalho híbrido?
Sim, 59% dos funcionários ouvidos preferiam o modelo híbrido. Entre jovens de 18 a 21 anos, o percentual era de 76%.
O que os trabalhadores mais valorizavam no home office?
A economia de tempo com deslocamento, citada por 67% dos entrevistados. O que mais faziam falta era o convívio informal com colegas, citado por 50%.