Em 5 de agosto de 2024, o juiz Amit Mehta concluiu que o Google mantinha monopólio ilegal na busca nos EUA, com contratos de exclusividade como os pagamentos à Apple. A decisão tratou só da culpa; as punições ficaram para 2025, quando o Google foi poupado de vender o Chrome.
Em 5 de agosto de 2024, o juiz federal Amit Mehta, do Distrito de Columbia, decidiu que o Google mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas nos Estados Unidos, numa ação movida pelo Departamento de Justiça. "O Google é um monopolista e tem agido como tal para manter o seu monopólio", escreveu o juiz, segundo o Canaltech. A sentença tratou apenas da responsabilidade; as medidas corretivas só foram definidas em setembro de 2025.
O que o juiz decidiu em 2024?
A decisão concluiu que o Google usou contratos de exclusividade para garantir sua posição como buscador padrão em navegadores e aparelhos. O caso mais citado foi o da Apple: segundo a reportagem do Canaltech, o Google pagou US$ 20 bilhões à Apple em 2022 para continuar como buscador padrão nos navegadores do iPhone, valor equivalente a 36% da receita de anúncios de busca do Safari. A Samsung também foi citada como parceira com contratos desse tipo.
Os pontos centrais do caso, como relatados na época:
- o Google foi considerado monopolista no mercado de buscas;
- os contratos de exclusividade com parceiros como Apple e Samsung foram vistos como meio de manter essa posição;
- a decisão tratou apenas da responsabilidade da empresa;
- a definição de punições ficou para uma fase posterior.
Quais eram os próximos passos depois da sentença?
Até a fase de punições, analistas aventavam medidas como a venda do Chrome ou do Android, segundo o Canaltech. Além disso, o Google enfrentaria a partir de 9 de setembro de 2024 outro julgamento nos EUA, sobre suposto monopólio no mercado de tecnologia de publicidade digital.
| Momento | O que aconteceu |
|---|---|
| 2020 | Departamento de Justiça abre a ação contra o Google |
| 05/08/2024 | Juiz Mehta declara o Google monopolista na busca |
| 09/09/2024 | Começa o julgamento separado sobre tecnologia de anúncios |
| 02/09/2025 | Juiz define as medidas: sem venda do Chrome, com fim de exclusividades e compartilhamento de dados |
Como o caso terminou na fase de punições?
Em 2 de setembro de 2025, o mesmo juiz decidiu que o Google não precisaria vender o Chrome, mas ficaria proibido de firmar contratos de exclusividade para Busca, Chrome, Google Assistente e Gemini, e teria de compartilhar parte dos dados de busca com concorrentes, segundo o Canaltech. O Google informou que recorreria, segundo o Meio & Mensagem.
Por que isso importou para quem faz marketing digital?
A decisão de 2024 confirmou em juízo algo que anunciantes já percebiam: a posição do Google como porta de entrada da web foi construída também por acordos de distribuição. Para agências e anunciantes no Brasil, o efeito prático imediato foi pequeno, mas o caso abriu a possibilidade de mudanças em telas de escolha de buscador, em parcerias com fabricantes e na entrada de assistentes de IA como alternativa padrão em aparelhos.
O que isso significa hoje?
Em 2026, a combinação da decisão de 2024 com as medidas de 2025 reforça a ideia de que a busca não depende mais de um único canal. Planejar visibilidade só para o Google ficou mais arriscado; vale incluir assistentes de IA e outros buscadores no diagnóstico de presença da marca.
Fontes
- Canaltech: Juiz decide que Google mantém monopólio no mercado de buscas (05/08/2024)
- Concurrences: The US District Court for the District of Columbia finds a big tech firm guilty
- Canaltech: Google escapa de vender o Chrome, mas deve compartilhar dados com concorrentes
- Meio & Mensagem: Google pode manter Chrome, mas deve abrir dados
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Perguntas frequentes
Quem julgou o caso do Google em 2024?
O juiz federal Amit Mehta, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, em ação movida pelo Departamento de Justiça norte-americano.
O Google foi obrigado a vender o Chrome?
Não. Na fase de punições, em 2 de setembro de 2025, o juiz decidiu que o Google não precisaria vender o Chrome, mas proibiu contratos de exclusividade e determinou o compartilhamento de parte dos dados de busca com concorrentes.
Quanto o Google pagava à Apple?
Segundo a reportagem do Canaltech sobre a decisão, US$ 20 bilhões em 2022 para manter o buscador como padrão nos navegadores do iPhone.