O e-commerce brasileiro faturou R$ 204,3 bilhões em 2024, alta de 10,5%, segundo a ABComm. Em 1º de agosto começou a valer a "taxa das blusinhas", imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, que seria revogada em maio de 2026.
O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 204,3 bilhões em 2024, crescimento de 10,5% sobre 2023, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), com 414,9 milhões de pedidos e 91,3 milhões de compradores. O ano também foi marcado pela entrada em vigor, em 1º de agosto de 2024, da chamada "taxa das blusinhas": imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em plataformas do programa Remessa Conforme.
Quais foram os números do e-commerce em 2024?
| Indicador | 2024 (ABComm) | Projeção para 2025 (ABComm) |
|---|---|---|
| Faturamento | R$ 204,3 bilhões | R$ 234,9 bilhões |
| Crescimento | 10,5% | – |
| Pedidos | 414,9 milhões | 435,6 milhões |
| Ticket médio | R$ 492,40 | R$ 539,28 |
| Compradores | 91,3 milhões | 94,05 milhões |
Os dados foram divulgados em janeiro de 2025, segundo a Mercado&Consumo. Em fevereiro de 2026, a ABComm informou que o setor superou R$ 230 bilhões em 2025, conforme o portal ABC da Comunicação.
Como funcionava a "taxa das blusinhas"?
A cobrança foi aprovada pelo Congresso em junho de 2024 e sancionada pelo presidente Lula no fim daquele mês, segundo o Jornal Opção. As regras eram estas:
- até US$ 50: imposto de importação de 20% para compras em empresas do Remessa Conforme, programa da Receita Federal que certifica plataformas que recolhem os tributos no momento da compra;
- ICMS: 17% de imposto estadual, aplicado depois do imposto de importação;
- acima de US$ 50 e até US$ 3.000: imposto de 60% sobre o total, com dedução de US$ 20, além do ICMS;
- empresas fora do Remessa Conforme: 60% em qualquer valor, sem a dedução.
Entre as empresas do programa listadas pelo Jornal Opção estavam Amazon, AliExpress, Mercado Livre, Shein, Shopee e Temu.
Por que a taxa importou para o mercado digital?
A cobrança mudou o preço final de compras internacionais de baixo valor, o que afetou a concorrência entre plataformas estrangeiras e o varejo nacional. Para lojistas e agências de marketing, os pontos de atenção passaram a ser:
- Recalcular preços e margens de produtos importados de baixo valor usados em campanhas.
- Revisar modelos de venda baseados em importação direta pelo consumidor.
- Comunicar com clareza o preço total, com impostos, já no anúncio e no checkout.
O que aconteceu depois?
A taxa não durou. Em 12 de maio de 2026, segundo a Forbes Brasil, o governo federal editou uma medida provisória que zerou os tributos federais sobre compras internacionais de até US$ 50, com efeito a partir de 13 de maio. O ICMS estadual não foi alterado pela medida.
O que os números indicam sobre o comportamento do consumidor?
Os dados da ABComm mostram que o ticket médio de R$ 492,40 em 2024 deveria subir para R$ 539,28 em 2025, segundo a projeção da própria associação, com crescimento mais lento no número de pedidos. Para lojistas, isso sugere atenção tanto à conversão quanto ao valor de cada compra.
O que isso significa hoje?
Para lojas virtuais em 2026, o episódio mostra como mudanças tributárias podem alterar rapidamente a competitividade de preços. Ao contratar uma agência de marketing para e-commerce, peça que o planejamento considere cenários de mudança regulatória e use dados de margem, e não apenas de faturamento, para avaliar campanhas.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto o e-commerce brasileiro faturou em 2024?
R$ 204,3 bilhões, alta de 10,5% sobre 2023, segundo a ABComm, com 414,9 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 492,40.
O que era a "taxa das blusinhas"?
Era o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em plataformas do Remessa Conforme, em vigor desde 1º de agosto de 2024. Sobre o valor ainda incidia ICMS estadual.
A taxa das blusinhas ainda vale?
Não. Uma medida provisória editada em 12 de maio de 2026 zerou os tributos federais sobre compras internacionais de até US$ 50 a partir de 13 de maio de 2026. O ICMS estadual continuou sendo cobrado.