O e-commerce brasileiro superou R$ 230 bilhões em 2025, com alta perto de 15%, segundo a ABComm. Pesquisa da Nuvemshop mostrou o Pix em 49% das transações das lojas, à frente do cartão, e 73% dos lojistas vendendo também pelo WhatsApp. Só 13% dependiam apenas da loja própria.
O comércio eletrônico brasileiro superou R$ 230 bilhões em faturamento em 2025, com crescimento perto de 15%, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) divulgados em fevereiro de 2026 pelo portal ABC da Comunicação. O ano também confirmou duas mudanças de comportamento: o Pix passou a liderar os pagamentos no comércio eletrônico, com 49% das transações das lojas da plataforma Nuvemshop, e a venda se espalhou por canais sociais, com 73% dos lojistas pesquisados usando o WhatsApp como canal complementar.
Quais foram os grandes números do ano?
| Indicador | 2025 | Fonte |
|---|---|---|
| Faturamento do e-commerce | mais de R$ 230 bilhões | ABComm, via ABC da Comunicação |
| Crescimento | perto de 15% | ABComm |
| Consumidores digitais ativos | mais de 90 milhões | Ebit/Nielsen, via ABC da Comunicação |
| Pedidos (projeção ABComm) | cerca de 435 milhões | ABComm, via NuvemCommerce 2026 |
| Ticket médio (projeção ABComm) | cerca de R$ 539 | ABComm, via NuvemCommerce 2026 |
| Black Friday (projeção ABComm) | R$ 13,34 bilhões | Monitor Mercantil |
O relatório NuvemCommerce 2026 registrou que 2025 marcou o oitavo ano seguido de crescimento do setor, segundo os números da ABComm.
Como os consumidores pagaram?
Segundo o NuvemCommerce 2026, que reúne dados das lojas da Nuvemshop e pesquisa com mais de 1.500 lojistas feita entre outubro e dezembro de 2025:
- o Pix respondeu por 49% das transações, ante 35% em 2022;
- o cartão de crédito ficou com 45%;
- o boleto caiu para menos de 1%.
O dado vem de uma plataforma específica, com mais de 180 mil lojistas, e não necessariamente representa todo o mercado.
Por onde os lojistas venderam?
A mesma pesquisa mostrou que a loja virtual própria deixou de ser canal único para a maioria:
- WhatsApp, usado como canal complementar por 73% dos lojistas.
- Instagram Shopping, por 52%.
- Marketplaces, por 34%.
- TikTok, por 24%, no ano em que o TikTok Shop estreou no Brasil, em maio.
Apenas 13% dos lojistas dependiam somente da loja própria. Moda liderou entre as lojas pesquisadas, com 46% dos respondentes; saúde e beleza cresceu 44% em vendas; e alimentos e bebidas, cerca de 58%.
Que gargalos apareceram?
Um estudo da NS Tech com a Frete Rápido, divulgado pelo Monitor Mercantil em outubro de 2025, apontou a logística como ponto fraco: 51% dos lojistas disseram que o custo do frete tem grande impacto no abandono de carrinho, e 24,2% relataram ter perdido oportunidades por limitações de sistemas logísticos. Outros 29% ainda geriam o frete manualmente.
O que isso significa para marketing e tecnologia?
Os números de 2025 apontam prioridades claras para quem vende online:
- integrar Pix, inclusive modalidades como o Pix Automático, ao checkout e à cobrança;
- tratar WhatsApp, redes sociais e marketplaces como parte da operação, com estoque e atendimento integrados;
- investir em logística e em cálculo de frete, que pesam no abandono de carrinho;
- medir resultados por canal, considerando margem e não só faturamento.
O que isso significa hoje?
Em 2026, uma operação de e-commerce bem montada é multicanal. Ao contratar uma agência de marketing ou uma software house para o seu comércio eletrônico, peça um plano que integre canais sociais, meios de pagamento e logística, com métricas por canal.
Fontes
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Perguntas frequentes
Quanto o e-commerce brasileiro faturou em 2025?
Mais de R$ 230 bilhões, com crescimento perto de 15%, segundo a ABComm, em dados divulgados em fevereiro de 2026.
Qual foi o meio de pagamento mais usado no e-commerce em 2025?
O Pix, com 49% das transações nas lojas da Nuvemshop, segundo o relatório NuvemCommerce 2026, à frente do cartão de crédito, com 45%.
Os lojistas vendiam só pela loja própria?
Não. Segundo a pesquisa da Nuvemshop, só 13% dependiam apenas da loja própria; 73% usavam também o WhatsApp, 52% o Instagram Shopping e 34% marketplaces.